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Dicas para um Natal mais Sustentável

A opção de fazer uma celebração natalícia mais personalizada e orientada para a sustentabilidade, que ajude a poupar na carteira e no ambiente, nem sempre é tarefa fácil. Siga algumas dicas.



Encontrar um meio-termo entre os excessos impostos pela sociedade de consumo nesta altura do ano, do comprar só por comprar, do oferecer só porque tem de ser, só porque é Natal, e a opção de fazer uma celebração mais personalizada, mais à nossa medida e orientada para a sustentabilidade, que ajude a poupar na carteira e no ambiente, nem sempre é tarefa fácil.


Siga estas e outras dicas recolhidas para ter um Natal mais sustentável.


1. Combater o desperdício e Comprar local


Comprar em lojas, mercearias ou mercados locais ajuda a economia de bairro, pode salvar Na altura de fazer uma incursão ao supermercado, ter menus já pensados e uma lista de compras para os dias festivos ajuda a evitar excessos. Comprar na quantidade certa, para que não haja comida ou ingredientes a estragar-se no frigorífico ou na despensa, é um pequeno passo para um futuro sustentável, seja pela redução do desperdício alimentar ou pela utilização de menos embalagens. 

Sabendo que Natal combina frequentemente com fartura, também não custa pensar em formas de reaproveitar comida dos dias anteriores para criar novos pratos. Muitas receitas típicas da culinária portuguesa são precisamente isso, aproveitamento de restos. 


2. A Energia


É no Natal que o consumo de energia mais aumenta, associando-se o tempo mais frio às decorações e luzes, sem esquecer o acréscimo de utilização da cozinha.E é nesta altura que as luzes de Natal parecem estar por todo o lado: não só na árvore, como nas janelas, no jardim.

No entanto, é preciso ter em conta que a escolha da iluminação de Natal pode aumentar cerca de 40 vezes mais o custo das faturas de energia das famílias, alerta a empresa de comparação de tarifas de energia Selectra. Vale a pena optar por LED. Utilize as luzes decorativas como iluminação principal, substituindo a luz da própria divisão; ligue as luzes apenas quando estão pessoas nas divisões, e desligue à noite, quando vai dormir.


A Mobel recomenda que se liguem os aparelhos de aquecimento apenas quando é efetivamente necessário: nunca durante o dia, nem quando haja sol. Nesta altura aproveite para abrir as cortinas das janelas para aquecer as divisões e mantenha as portas e janelas bem isoladas. Num forno cabem muitos pratos, na altura de cozinhar, rentabilizar o espaço do forno para mais do que um tabuleiro ajuda a poupar energia, além de garantir mais refeições de uma vez.


3. Prendas e embrulhos "fora da caixa"


Há muitas formas de surpreender com um presente cuidado, pensado, e sem ter grande despesa. Principalmente para aquele familiar que não gosta de nada, para o amigo que tem tudo ou simplesmente porque não estamos inspirados ou não queremos mesmo, por necessidade ou convicção, entrar na onda do consumismo. 


De umas horas de trabalho na cozinha podem sair doces, compotas, bolachas e biscoitos, azeite aromatizado ou até misturas personalizadas de chá e infusões. As combinações são inúmeras, os ingredientes estão facilmente ao virar da esquina, e mesmo na altura de encher ou embalar, é possível reutilizar frascos ou garrafas e fazer uma decoração festiva com tecido, fitas e etiquetas personalizadas. 


Já para o embrulho, encontrar o papel perfeito pode ser quase tão difícil como escolher um presente. E também é normalmente um desperdício, rasgado em segundos e colocado no lixo. Também aqui há formas de contornar a questão. Folhas de jornal, papel pardo ou papel manteiga para embrulhar e fio de juta ou fitas de uma retrosaria para enfeitar dão aquele toque especial de dedicação. 


4. A árvore de Natal


No caso de já ter em casa uma árvore artificial em plástico, a associação ambientalista ZERO, aconselha a reutilizá-la durante o maior tempo possível, ou então a repará-la se necessário, mas nunca a “deitá-la fora”. O material de que é feita não é reciclável e o plástico contém, habitualmente, retardadores de chama que podem ter impactos muito negativos na saúde de todos e no ambiente.


Uma hipótese naturalista, para quem tiver um jardim ou acesso a um terreno apropriado, é comprar um pinheiro em vaso, que possa ser plantado depois da época natalícia. 

Finalmente, se não tem espaço em casa ou se nem é grande fã de árvores de Natal, pode sempre simular uma numa parede. Basta ‘desenhar’ o contorno de um pinheiro ou abeto e preencher esse espaço com decorações simples, fotografias, fitas, postais, pequenos quadros… enfim, tudo o que caiba no contorno para facilitar a perceção. Não ocupa espaço, mostra a ideia claramente e no final é só descolar ou rearranjar tudo.


5. Decoração


A tentação de substituir ou acrescentar peças de decoração de Natal é muitas vezes grande. São as luzes que já não parecem tão bem, uma fita que perdeu volume, as bolas vermelhas que eram seis iguais e já só restam cinco, ou a coroa da porta que tem muitos anos.

E na altura de acrescentar decoração de Natal, também podemos dar largas à nossa imaginação e improvisar sem ter de correr para uma loja.


Desperdícios de cartão ou papel podem ser facilmente reutilizados para falsos embrulhos ou enfeites, com mensagens, poemas ou nomes de pessoas da família ou amigos que este ano não poderão estar presentes. Um passeio no bosque para descomprimir também pode ser um verdadeiro ‘supermercado’ de Natal, com ramos secos, pinhas ou folhas que podem ser usadas na árvore, nas estantes ou num centro de mesa. Reutilizar acaba por ser um princípio basilar da sustentabilidade, pelo que guardar bem toda a decoração de Natal garante que pode ser usada por muitos anos. Fonte: Capital Verde.




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